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Berlim, na Alemanha

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Berlim, cortada pelo rio Spree, tem três pontos de referência: Alexanderplatz, Brandenburger Tor (Portão de Brandemburgo) e Europa Center.

Possui três aeroportos e três estações de trem: Zoologischer Garten (no centro, é a principal, com destinos pra o leste e o sul da Alemanha e à Europa Ocidental); Ostbahnhof, para algumas cidades alemãs e o Leste Europeu; e Lichtenber, mais afastada, para trens noturnos com destinos diversos. Há, também, a estação de ônibus (ZOB), que é a principal para viagens pela Alemanha e pela Europa em geral.

Nós chegamos pela estação Ostbahnhof. O AO Hostel, onde nos hospedamos, fica a 5 minutos da estação. A diária para casal sai a € 60, com café da manhã buffet. A rede possui vários hotéis na cidade, todos enormes com capacidade para 600-700 pessoas. Esse situa-se na Köepenicker Strasse 127-129. Recomendamos: o quarto é limpíssimo, tem internet (paga), um bom café da manhã e é bem localizado, no Mitte (ex-lado oriental), próximo à Catedral de Berlim.

Berlim é uma cidade muito moderna e desenvolvida, com 3,4 milhões de habitantes. Em 1989, o Muro de Berlim que dividia a cidade em “oriental e socialista” e “ocidental e capitalista” e impedia as pessoas de passarem para o outro lado foi derrubado. Vimos vários resquícios dessa história caminhando pela cidade e visitando seus pontos turísticos. Muitos dos lugares interessantes estão localizados nas mesmas regiões, sendo assim, próximos. Basta andar um pouco. Mas para conhecê-la bem, reserve uns 3 dias. Há inúmeros museus a ser visitados.

Uma boa dica é o ônibus linha 100 ou 200 que sai do Zoologischer Garten e é quase um city tour. Nesse caso, melhor pegá-lo do que pagar por um Sightseeing, que oferece passeios pela cidade. Depois do recebimento do carimbo no ônibus, pode-se subir e descer dele com o mesmo tíquete, seguindo a mesma direção, por um período de 2 horas. A passagem varia entre € 2,10-2,80, dependendo da região.

Os ônibus são identificados por números. As paradas (haltstelle) têm uma tabela que mostra os seus horários. A passagem pode ser comprada diretamente com o motorista ou pode-se usar o tíquete do metrô, das máquinas automáticas. À noite, há o Nachtlinie, ônibus que circula das 22h às 6h.

O metrô de Berlim é dividido em dois tipos: S-Bahn (S), metrô de superfície; e U-Bahn (U), underground, metrô subterrâneo. As estações são identificadas por S ou por U, conforme atendidas por um ou por outro. Atenção: adquira um mapa do metrô para você não se perder. As linhas são bem complicadas. Ache o seu destino pelo itinerário localizando a parada final. A passagem é comprada nas máquinas automáticas dentro das estações e deve ser validada antes de entrar no vagão.

Para facilitar o entendimento das descrições dos pontos turísticos, vale lembrar que “platz” significa praça e que “strasse” significa rua.

A região de Pariser Platz é o coração da cidade, dividia os lados Oriental e Ocidental. Acesso pelos metrôs S1, S2 e S25, descendo na Unter den Linden. Saindo da estação, vê-se o Portão de Brandemburgo, o Memorial de Guerra Soviético, o Parlamento (Reichstag) e a rua Unter den Linden.

Alexanderplatz é o centro do lado oriental. Foi alvo dos bombardeios dos Aliados durante a Segunda Guerra. Depois de 1945, tornou-se a maior área de tráfego de Berlim. Ali pode-se ver o Weltzeituhr, relógio que mostra a hora nas mais importantes cidades do mundo; o chafariz Brunnen der Völkerfreundschaft, que celebra a amizade entre os povos; e a Fernsehturm, a famosa torre de televisão (entrada a € 8) que viria a se tornar um dos símbolos da República Democrática Alemã ou Alemanha Oriental (RDA). Foi concluída em 1969, possui 365 m de altura e um restaurante giratório.

Bem perto dali, encontram-se a Rotes Rathaus, a prefeitura de Berlim, grande e bela, de cor avermelhada; e a Nikolaikirche (Igreja de São Nicolas), situada exatamente onde a cidade foi fundada, no início do século XIII. É o edifício mais antigo do bairro Nikolaiviertel, com suas ruas históricas e casas medievais. Quase todo o bairro foi destruído, só se recuperando na década de 80. Hoje, a igreja é um museu de arte medieval, que funciona de terça a domingo, das 10h às 18h. O acesso é gratuito.

Europa Center fica próximo à estação central de trem Zoologischer Garten. É, na verdade, um shopping Center cuja maior atração é um relógio d’água de 13 m de altura. Em frente fica um dos símbolos locais, a igreja Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche, construída em 1895 e bombardeada durante a Segunda Guerra. A torre, parcialmente destruída, é mantida até hoje assim. A entrada é franca e há uma exposição sobre a trágica história da igreja. Ao lado, um campanário de 53 m de altura e com seis sinos foi erguido.

Do outro lado da rua, um pouco mais à frente, está o Zoo and Aquarium com mais de 13 mil espécies e 35 hectares. O aquário conta com mais de 700 espécies. A entrada principal é o famoso portão dos elefantes. Ingresso para o Zoo e Aquário sai a € 18/14 (estudante). Apenas para um dos dois, € 12/9.

O Zoo está na região do Tiergarten, parque com a maior área verde no centro da cidade.

Próximo ao Zoo, se estiver disposto, vale a pena seguir caminhando para ver o Schloss Bellevue, residência do presidente alemão. Fica à margem do rio Spree, dentro do parque Tiergarten. A bandeira hasteada no centro do prédio significa que o presidente está em casa.

Nessa mesma região está o Schloss Charlottenburg, que era a residência de verão da rainha Sophie Charlotte. O grande palácio dá uma idéia do que foi a cultura brandemburgo-prussiana. Em uma de suas salas, há uma rica coleção de porcelanas. Nos fundos do castelo, há o Schlosspark, um dos maiores de Berlim. Lá, estão os 24 bustos de mármore de imperadores romanos e suas esposas, datados de 1663. Ingresso a € 10/7 (estudante).

Unter den Linden é a rua mais famosa de Berlim, construída em 1647 para que servisse como ligação entre o castelo da cidade (Stadtschloss) e o parque Tiergarten. Acesso pelo ônibus 100 ou metrô S1/S2 Unter der Linden, junto ao Portão de Brandemburgo. Ou melhor, siga-a caminhando de leste a oeste, vindo da Alexanderplatz.

Nesse sentido, passará por vários prédios históricos, como o teatro Deutsche Staatsoper, em estilo rococó. É possível visitá-lo, a € 4, em um tour guiado.

Ao lado, está a Bebelplatz, o famoso local da queima de livros pelos nazistas, em 1933. À sua frente, a Humboldt Universität, erguida entre 1748 e 1766. Ali estudaram Marx, Einstein e os irmãos Grimm.

Logo, à esquerda, fica a Neue Wache, monumento de 1931 em homenagem aos heróis da Primeira Guerra, um memorial às vítimas do nazismo.

Mais adiante, encontra-se o Deutsches Historisches Museum, um dos mais importantes museus, que relata a história da Alemanha, desde a Idade Média até hoje. O mais impressionante é o prédio principal, o Zeughaus, e o seu moderno anexo com amplos espaços e arrojada utilização de placas de vidro, em especial na escadaria helicoidal ou na cúpula do pátio interno. A criação é obra do mesmo arquiteto da pirâmide de vidro do Louvre, em Paris – Ieoh Ming.

Brandenburger Tor (Portão de Brandemburgo) é o símbolo maior de Berlim. Construído entre 1788 e 1791 por Carl Gotthard Langhans, é o único portão que restou de outros 14, utilizados como entrada e saída da cidade. A escultura, no alto, é a Quadriga, ou Siegegöttin, rainha da vitória.

Ao lado do Portão de Brandemburgo fica o Reichstag (Parlamento Alemão), situado na Platz der Republik. Construída entre 1884-94, foi incendiada durante o nazismo e reconstruída no final dos anos 90. A entrada é gratuita, das 8h às 22h, para ver a sua cúpula de vidro; e das 10h às 18h para a exposição permanente. Se quiser entrar, é aconselhável cedo para poder conhecê-lo e seguir visitando os outros atrativos da cidade, que são inúmeros. As filas são imensas.

Próximo ao portão, há várias embaixadas. A dos Estados Unidos é bem imponente.

Cruzando o portão e seguindo pela continuação da Unter den Linden, encontra-se a Siegessäule ou Coluna da Vitória. Fica no meio da Grosser Sterne, a rótula por onde circulam milhares de carros diariamente. Foi concluída em 1873 para comemorar as vitórias militares da Prússia sobre a Áustria, a Dinamarca e a França entre 1864 e 1871. A coluna foi originalmente erigida no Reichstag (Parlamento), tendo sido transportado em 1937 para o seu local atual, perto do Grosser Tiergarten, um grande parque público.

O Siegessäule tem 66,89 metros e, no seu topo, fica uma estátua de bronze de 5 m – Vitória, a deusa da vitória militar. Uma escadaria de 285 degraus leva ao topo da coluna, onde há uma excelente vista do Parque Tiergarten.

Se você tomar o caminho inverso da Under den Linden, rumando à Ebertstrasse, encontrará o Memorial aos Judeus Mortos na Europa, inaugurado em 2005. São 2.711 blocos de concreto, com alturas que variam de 40 cm a 4m70, uma homenagem aos 6 milhões de judeus mortos pelo nazismo. Em Berlim, a todo instante, deparamo-nos com monumentos e museus que não deixam esquecer os horrores ali cometidos pelo nazismo; pelo contrário, parece fazer-se questão de manter vivas todas as lembranças para que os mesmos erros não se repitam.

Na seqüência, está a Postdamer Platz. Região conhecida antes da queda do Muro como terreno morto, hoje abriga o Sony Center, um complexo de arquitetura moderna com shopping center, cafés e cinemas. No edifício Kollhoff há um elevador panorâmico que vai até uma plataforma de onde é possível ver o lado leste de Berlim. Aberto de terça à sexta, entrada a € 3,50.

O Berliner Mauer (Muro de Berlim) não existe mais. Porém, alguns pedaços foram preservados e podem ser avistados em alguns locais. Um deles, conhecido como East Side Gallery, ao longo da Avenida Mühlestrasse, tem 1300 m de extensão e está às margens do rio Spree. Sua face leste foi pintada por diversos artistas que tentaram demonstrar a sensação de opressão e, ao mesmo tempo, de esperança naquela época.

Outros três pedaços estão ao norte da Alexanderplatz, no bairro de Wedding.

Na Bernauer Strasse pode-se ver o Gedenkstätte, convertido em memorial a partir de um pedaço original; perto fica a Invalidenfriedhof, com cerca de 150 m de muro; estes dois últimos estão próximos a cemitérios. Outros dois podem ser vistos junto a algumas das melhores exibições históricas de Berlim: Topographie des Terrors (na Niederkirchnerstrasse 8), onde um pedaço de muro se encontra numa sombria aparência original e, bem perto, o Checkpoint Charlie (na Friedrichstrasse 43-44), pintado num silencioso branco. É onde ficava o posto de controle dos poucos privilegiados que podiam atravessar o Muro. Em algumas ruas, há uma linha de paralelepípedos vermelhos, indicando o local que a cidade era dividida. Esses locais são repletos de turistas.

Topographie des Terrors é uma verdadeira exibição a céu aberto, onde ficava o escritório da Gestapo e da SS. Ali foram arquitetados os planos de genocídio aos judeus e as perseguições a outras minorias. Fotos e documentos expostos em painéis contam cronologicamente as idéias de Hitler, a criação dos campos de concentração, a deportação de prisioneiros e a separação de seus parentes, os assassinatos, a invasão a outras nações e o fim da guerra. A exposição relata também o heroísmo de alguns membros de grupos de resistência. Imperdível!!!

Há um museu no Checkpoint Charlie, com destaque para fotos, pôsteres e documentos que retratam as fugas e tentativas de pessoas que tentaram passar para o outro lado do Muro. Foram 5.075 escapadas bem-sucedidas e 239 mortes. Entrada a € 9,50/5,50 (estudante).

Há, ainda, o Dokumentationszentrum Berliner Mauer (Centro de Documentação do Muro de Berlim), situado na Bernauer Strasse. Este centro, de dois andares, apresenta material em alemão e inglês sobre a história do muro e o seu impacto na vida política e social dos berlinenses. Fotos e vídeos mostram a separação de famílias e amigos, a censura e a repressão aos jornalistas que tentavam noticiar a construção do muro. O museu fica em frente a outro grande pedaço original do muro. Vale a pena visitar. Aberto das 10h às 18h. A entrada é gratuita.

Berliner Dom (Catedral de Berlim) é belíssima, podendo ser avistada de longe devido às suas altas e grandes cúpulas. Construída entre 1894 e 1905 no estilo renascentista italiano, a Dom de Berlim foi a maior igreja protestante do século XIX. Pagando € 3, pode-se visitar o interior da catedral, a cripta com cem tumbas da família real Hohenzollern, no subsolo, e, ainda, subir os 270 degraus que levam à cúpula, dar a volta completa nela e admirar Berlim de todos os ângulos. Aberta diariamente, das 9h às 18h; só nos domingos que o horário é das 12h às 20h. Fica na Lustgarten, quase Unter del Linden (a rua mais famosa da cidade). É imperdível!!!!

Em frente à Dom (Catedral), está o Museumsinsel, complexo de museus de arquitetura inspirada nos templos gregos. O Pergamonmuseum apresenta relíquias antigas das culturas sumérias, babilônica e assíria. O Alte Museum, exibição de arte e esculturas gregas e romanas. O Alte Nationalgalerie exibe a arte do século XIX, com obras de Renoir, Manet, Monte, Degas, Cézanne e esculturas de Rodin, Feuerbach e Liebermann. O Bodemuseum traz a arte bizantina; e o Ägyptisches Museum mostra uma coleção de arte egípcia. Todos abrem de terça a domingo, das 10h às 18h. Nas quintas, a entrada é franca nas últimas quatro horas de funcionamento. Os preços variam de €4-15, existindo um total combinado para todos eles por € 19 e válido por 3 dias.

Um prédio curioso é a Neue Synagoge (Sinagoga Nova). É uma das raras sinagogas de cúpula, particularmente resplandecente quando o sol bate na sua cor dourada. Foi construída em 1866, incendiada pelos nazistas na Noite de Cristal (09 de novembro de 1938) e totalmente destruída durante a Segunda Guerra Mundial. Ali foram reunidos aproximadamente 500 mil judeus antes da deportação para os campos de concentração. Hoje funciona como um centro cultural judaico, com exposições. Fica na Oranienburger Strasse 28-30, próximo à Catedral e ao Museumsinsel.

Mais afastada um pouco está a imponente praça Gendarmenmarkt. Para chegar, utilize o metrô U6 na estação Friedrischstrasse até a Taubenstrasse ou caminhe alguns quarteirões saindo da catedral em direção ao Potsdamer Platz. A praça fica próxima, antes da Postdamer. Não deixe Berlim sem visitar esse lugar. Nós o descobrimos vendo uns cartões-postais. Isso sempre ajuda quando queremos avaliar se já conhecemos tudo ou ainda falta algo.

A praça possui três prédios em estilo clássico: um teatro e duas catedrais idênticas, erguidas em homenagem à amizade entre Alemanha e França. A Konzerthaus (Casa de Concertos), conhecida como Schauspielerhaus, foi reconstruída após a Segunda Guerra e tem este nome desde 1984. É o prédio mais importante da praça, por sua beleza. Französische Dom (Catedral Francesa), construída de 1701 a 1705, foi a principal igreja da comunidade protestante francesa. O Museu dos Huguenotes fica dentro da catedral, aberto diariamente. Para a entrada na torre, a partir de meio-dia, não abrindo somente às segundas. O sino toca uma melodia diferente a cada hora. O Deutscher Dom (Catedral Alemã), apesar do nome, é um museu com a exposição permanente “Questões de História Alemã”, retratando o desenvolvimento do parlamentarismo alemão. Também não abre às segundas-feiras. Entrada gratuita.

Se ainda sobrar um tempo, vá até Potsdam, capital do estado de Brandemburgo. Foi refúgio de verão da família real Hohenzollern, cujas tumbas estão na Catedral de Berlim. É uma hora de viagem. Saindo de Berlim, pegue o metrô S7, até Postdamer Stadt. Suas maiores atrações são o Parque de Sanssouci e o Castelo de mesmo nome, considerado um dos mais belos do país.

No dia 22 de setembro, às 12h28, pegamos outro trem, agora para Amsterdã, na Holanda. Foram 6 horas de viagem.

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Munique e Füssen, na Alemanha

domingo, 14 de setembro de 2008

No dia 13 de setembro, à noite, partimos para Munique, devido à proximidade. A viagem de trem dura apenas 2 horas, passagem a € 24,50. Depois, voltamos para a Áustria, para visitar Viena. Nas cabines, há lugar para a bagagem, pode-se carregar seu celular ou ligar seu notebook. Muito chique!!!! E olha que nem é a primeira classe. Pode-se marcar os lugares; nesse caso, a passagem fica mais cara.

Munique (München em alemão), cidade mais popular da Alemanha depois de Berlim, é terra da maior Oktoberfest do mundo. Possui 1,4 milhão de habitantes. Tem dois pontos de referência: a estação de trem Hauptbanhof e a praça Marienplatz. A Marienplatz é o ponto de partida para explorar as atrações.

O aeroporto Fraz-Josef Strauss Flughafen fica a 28 km da cidade. É acessado pelos S-Bahn (trens) S1 e S8, que saem a cada 20 minutos da estação central. A passagem custa € 9. Também existe ônibus da Lufthansa da estação para os terminais A e D, entre 6h25 e 21h45. O percurso leva 45 minutos e custa € 11.

Munique é um importante ponto de parada de trens europeus que vão para toda a Europa.

A cidade tem uma boa linha de metrô (U-Bahn), com a estação mais limpa que vimos na Europa, repleta de lojas, bancas, lanchonetes e cafés; trens de superfície (S-Bahn), bondes (Strassenbahn) e ônibus.

Indicamos dois hotéis. Na primeira noite, ficamos no Hotel Meier (Schützenstrasse 12), num calçadão bem perto da estação de trem. Saindo da estação, vire à direita. A diária para casal custa € 100, com café da manhã. Reservas: www.hotel-meier.de ou info@hotel-meier.de. Na segunda noite, fomos para um hotel mais barato, do outro lado do calçadão, o Easy Palace Station Hotel. Ali, a diária para casal sai a € 79, com café da manhã também. Mais informações no site: www.easypalace.de.

Ao final do calçadão, à esquerda, há também o Hotel Alfa (www.hotel-alfa.de). O preço é similar ao do Hotel Meier.

Pegamos muito frio em Munique. Então, antes da caminhada, eu tive que comprar um cachecol e meias. Fui até a estação de metrô, onde há várias lojinhas e, também, na C & A (a marca é holandesa).

Uma das atrações de Munique é a Neues Rathaus (prefeitura), localizado na Marienplatz. Imponente e belíssima, foi construída entre 1867 e 1908, em estilo neogótico. Tem uma área total de 9.159 m², com 400 divisões. No prédio, destaca-se o Rathaus-Glockenspiel – um relógio e um carrilhão com 32 bonequinhos encenando as batalhas e as danças sobre a história de Munique. A dança ocorre às 11h e às 12h; e no verão, também às 17h.

A Marienplatz (Praça de Maria) fica em frente à Catedral e foi fundada em 1158. No centro da praça, está a Coluna de Maria erigida em 1638, que dá o nome ao local.

Próximo à Marienplatz está o Stadtmuseum (Museu Municipal). Conta a história e a cultura de Munique, com armas, esculturas, instrumentos musicais e moedas. Uma maquete de madeira mostra com era a cidade em 1572. Há, ainda, os Dançarinos Moris (Moriskentanzer): dez figuras em madeira, de 60 centímetros cada, que estão entre os melhores exemplos de arte gótica na Alemanha. Só não abre às segundas-feiras. Entrada a € 4/2 (estudante).

Munique é repleta de museus. A maioria situa-se nas praças Königsplatz e Odeonplatz.

Há o Deutsches Museum (Museu de Ciência e Tecnologia) – um dos maiores da Alemanha, com mais de 10 km de corredores e 46 divisões, abordando navegação, aviação, astronomia, com modelos reais de carros e aviões; o Pinakothek der Modern, com coleções de arte moderna, equivalente ao Tate Gallery, em Londres; o Alte Pinakothek e o Neue Pinakothek, com coleções de pintura do mundo todo; o Glyptothek, com arte grega e romana, construído por Ludwig I para guardar tudo o que pilhou de outros lugares; o Residenz Museum, castelo contruído entre os séculos XVI e XIX, foi residência da família Wittelsbach até 1918 e reconstruído após quase completa destruição na Segunda Guerra Mundial; o Antikensammlungen (Coleção de Antiguidades Gregas e Romanas), cuja coleção de obras pertecia a Ludwig I, que sonhava em transformar Munique em uma segunda Atenas; e o BMW Museum, com exposição, filmes e slides da história da fábrica com os veículos produzidos no passado e projetos para o futuro. Destaque, ainda, para o Olympia Park (estádio); situado na Olympiazentrum.

A partir da década de 20 até o fim da Segunda Guerra Mundial, Munique foi um dos principais centros do nazismo.

A Königsplatz, que hoje abriga museus, jardins e escola de música, não só recebeu desfiles nazistas como foi o “quartel” do Füher. Quase todos os prédios pertenciam à SS, sendo que a sede ficava na Brienner Strasse. Foi nessa praça que ocorreu a famosa queima de livros promovida pelos nazistas. Entre os edifícios, existiam túneis (não são abertos à visitação) que permitiam a passagem do Hitler de um lugar a outro.

Na Odeonplatz, a águia e a bandeira do partido erguiam-se lembrando aos alemães que, ao passar pelo local, era preciso fazer a saudação nazista. A simples recusa era suficiente para ser considerado um opositor do regime. Todavia, alguns rebeldes mais fervorosos recusavam-se a cruzar a Odeonplatz e utilizavam uma pequena rua de paralelepípedos – a Viscarigasse – que contorna a praça por trás. Em homenagem a essa pessoas, foram colocados alguns paralelepípedos dourados sinalizando o caminho que faziam. Vale a pena ir até lá e registrar. É emocionante. Perto dali, na Brienner Strasse com Turken Strasse ficava a sede da Gestapo, a polícia secreta nazista.

A Theatinerkirche ou igreja dos Teatinos e São Caetano, dedicada a Caetano de Thiene está situada na Odeonplatz. Ali encontram-se, entre outros, os túmulos de Maximiliano I e sua esposa Maria da Prússia; Luís I; Maximiliano II; Luís III; Oto I da Grécia; Carlos VII, Sacro Imperador Romano-Germânico; Maximiliano III de Baviera; Carlos Teodoro da Baviera; e Rodolfo da Baviera.

Ao lado dessa igreja, encontra-se o Feldherrnhalle, edifício do século XIX, famoso por ser o local onde Hitler costumava saldar o povo, e principal elemento do culto nazista.

Frauenkirche (Igreja de Nossa Senhora) fica na Frauenplatz 1. A igreja, com suas torres gêmeas de 98 m de altura, é uma atração bem popular, podendo ser vista de todas as posições. Construída primeiramente em 1721, foi destruída em parte durante a Segunda Guerra. Mas as cúpulas verdes, datadas de 1525, permaneceram intactas.

A municipalidade proibiu a construção de qualquer estrutura superior a 100 metros nas proximidades da catedral. É possível subir na sua torre sul que oferece uma vista panorâmica da cidade e das montanhas. A entrada na igreja é gratuita. Paga-se somente para subir na torre: € 3,50 ou 1,50 (estudante).

Outras igrejas que merecem a visita são Michaelskirche, Peterskirche e Asamkirche. A primeira fica na Neuhauserstrasse 52. Igreja barroca construída por jesuítas em 1597. Pode-se visitar a cripta, com os túmulos da realeza da Babiera, onde está enterrado o rei Ludwig II. O rei nasceu em Munique e reinou de 1864 a 1886, tendo construído três castelos. Não abre aos domingos. A segunda igreja está situada na Rindermakrt 1. Construída em 1158, foi incendiada no século 14 e bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial. A reconstrução durou 10 anos, de 1946 a 1956. Subindo a torre da igreja (€ 2,50/1,50 – para estudante), é possível ver Munique com os Alpes nevados ao fundo. E a terceira, Asamkirche (Igreja de São João Nepomuceno), está localizada no centro de Munique. De estilo rococó, foi erguida entre os anos 1733 e 1746 pelos irmãos Cosmas Damian Asam e Egid Quirin Asam. Os dois construíram o edifício para sua igreja privada, mas face aos protestos dos habitantes da cidade, acabaram por tornar o acesso público.

O Englischer Garten é o maior parque urbano do mundo, superando até o Central Park, em Nova York. Em um local reservado, é possível fazer topless. A idéia da construção do jardim surgiu em 1789, com Benjamin Thompson, físico e inventor anglo-americano que colaborou para estabelecer a teoria física incluindo a revolução do século XIX em termodinâmica.

Para chegar lá, pega-se os metrôs U3 e U6 Univeristät ou trem 17 ou ônibus 53, parada National Museum. O tíquete para uma viagem custa € 2,30. Para um dia, custa € 5. E para uma semana, 11/7,60 (estudante). Compra-se o tíquete no guichê ou nas máquinas disponíveis na estação e o valida em uma outra máquina antes de entrar no transporte. Não há roleta. Se for pego sem o bilhete, a multa é de € 40.

A Münchner Residenz (Residência de Munique) foi a residência oficial dos duques, dos eleitores e dos reis da Baviera. É o maior palácio urbano na Alemanha, servindo, atualmente, como um museu de decoração de interiores, considerado um dos mais belos da Europa. Também abriga uma sala de concertos, a Casa do Tesouro Real e o Teatro Cuvilliés. O complexo é composto por dez pátios e o museu por 130 salas. Frente à entrada para o Pátio Imperial e na passagem para o Brunnenhof ("Pátio da Fonte") existem dois leões de bronze, dos quais se diz que tocar-lhes traz boa sorte. Situado no centro de Munique.

O Schloss Nymphenburg (Palácio Nymphenburg) serviu de residência de verão aos governantes da Baviera. Foi encomendado a Agostino Barelli, em 1664, pelo casal de Príncipes Eleitores da Baviera, Fernando Maria e Henriqueta Adelaide de Saboia, depois do nascimento do seu filho Maximiliano II Emanuel. O pavilhão central viria a ser concluído em 1675.

Juntamente com o seu parque de 800 mil m², é hoje um dos mais famosos lugares de Munique. A Steinerner Saal (Galeria de Pedra), com afrescos no teto pintados por Johann Baptist Zimmermann e F. Zimmermann, e decorações de François de Cuvilliés, é um sítio impressionante. Servindo de grande galeria, ocupa mais de três andares do pavilhão central do palácio.

Algumas salas ainda exibem a sua decoração barroca original, enquanto outras foram mais tarde redesenhadas em estilo rococó ou neoclássico. A antiga sala de jantar pequena, no pavilhão sul, acolhe atualmente a Galeria de Preciosidades do Rei Luís I da Baviera.

Os estábulos da Corte contêm um dos mais importantes museus de carruagens antigas. Estes coches também desempenharam um papel em eventos históricos – o Coche da Coroação de Paris, por exemplo, foi usado na coroação do Imperador Carlos VII, em 1742. Entre as atrações principais do museu encontram-se as magníficas carruagens e trenós do Rei Luís II. O primeiro andar abriga uma coleção de porcelana de Nymphenburg, cuja fábrica, localizada no complexo do palácio, foi fundada por Maximiliano III José.

É possível visitar o palácio apanhando o bonde (elétrico) 17 em direção à Amalienburgstrasse. Esta linha passa pelo centro da cidade, incluindo a Karlsplatz e a estação de caminho-de-ferro principal. Do centro até o palácio, a viagem dura cerca de 20 minutos.

O Palácio de Leuchtenberg foi construído e projetado pelo arquiteto Leo von Klenze, sob ordens de Eugênio de Beauharnais. Hoje, é a sede do Ministério do Estado Livre da Baviera.

O Hofbräuhaus am Platzl é a mais famosa cervejaria do mundo, localizada no centro de Munique na Alemanha.

Foi fundada em 1589 pelo Duque William V da Baviera para evitar ter que comprar cerveja da baixa Saxônia, sendo de uso exclusivo do Duque. Apenas em 1828 a cervejaria foi aberta ao público. Em 1897 o edifício foi refeito, sendo movido para o subúrbio da cidade. Na Segunda Guerra Mundial toda a estrutura da cervejaria foi destruída num bombardeio, porém foi reconstruída em 1958.

Em 24 de fevereiro de 1920, Adolf Hitler organizou a primeira das muitas campanhas de publicidade e propaganda do Hofbräuhaus. Durante esse evento, foram organizadas as regras e as idéias do partido nazista.

Aos arredores de Munique, está o Campo de Concentração de Dachau. Para chegar, pegue o S2 (trem de superfície) até a estação de Dachau, depois o ônibus 726 até a porta do Memorial. O campo recebeu mais de 200 mil prisioneiros, dos quais 31.951 oficialmente morreram. Munique foi a primeira cidade a ter um campo de concentração. A entrada é gratuita. Só não abre às segundas-feiras.

Próximo a Munique, há alguns castelos. O Schloss Schleissheim, por exemplo, está situado na cidade de Oberschleissheim. Foi erguido pelos soberanos da Baviera como residência de verão, formando um dos mais relevantes conjuntos Barrocos da Alemanha. O complexo do palácio agrupa três núcleos dentro de um mesmo grande parque: o Velho Palácio (das Alte Schloss Schleissheim); o Novo Palácio (das Neue Schloss Schleissheim); e o Palácio de Recreio (Schloss Lustheim).

Nós visitamos o Schloss Neuschwanstein (Castelo Novo Cisne de Pedra), na cidade de Füssen. São duas horas de viagem saindo da estação Hauptbahnhof, em Munique. Depois, pega-se um ônibus que nos deixa na estação da cidade de Füssen. Em frente à estação, já estão os ônibus que nos levam até a área dos castelos. Dá para ir e voltar no mesmo dia.

O belo castelo foi construído na segunda metade do século XIX e inspirou o Castelo da Cinderela da Disney. Pena que o tempo estava muito fechado, a neblina estava cobrindo-o. Sua construção (durou 17 anos) foi um desejo de Ludwig II, Rei da Bavária, que não a viu concluída, pois faleceu. Foi encontrado morto em um pequeno lago, junto com seu médico. Viveu ali somente alguns meses.

A entrada no Neuschwanstein custa € 9. Vale a pena a visita, que é bem organizada. Na compra do tíquete recebemos um número, que indica o nosso grupo. Esse número é apontado no painel na entrada do castelo. Recebemos um mapa e um audioguia, onde optamos pela língua desejada para ouvir a história da construção do castelo e do rei que ali viveu. O tour dura 35 minutos, passando por todos os cômodos. É o castelo mais visitado e fotografado da Alemanha.

Na hora de comprar o tíquete, tome cuidado. Se você quiser visitar também o Hohenschwangau Castle, o valor é mais alto. Esse fica mais próximo e serviu como residência de Ludwig II por quase toda sua vida.

Fim de tarde, voltamos para a estação de ônibus de Füssen. Corremos para comprar um lanchinho antes de embarcar. A cidade é bem charmosa, com casinhas que parecem de bonecas. Depois de um pequeno trecho de ônibus, pegamos o trem e, em duas horas, estávamos em Munique.

No dia 15 de setembro, partimos para a Áustria novamente. Agora, fomos para a capital, Viena.

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    Há 6 anos

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